Desde o início do cinema, na década de 20, existe a tentativa de casar a imagem com um som sincronizado. Durante 30 anos essas tentativas evoluíram para o cinema praticamente mudo sendo acompanhados por música ao vivo, com pianistas nas salas de cinemas, e poucos efeitos sonoros e narrações.
O cinema evoluiu, o som no cinema também. Hoje existem engenheiros de áudio especialistas em criar e recriar sons em filmes. Conversamos com Alessandro Laroca e Eduardo Virmond Lima, dois curitibanos engenheiros de áudio responsáveis pelo som de mais de dez filmes brasileiros, como Tropa de Elite e Cidade de Deus.
O som deve ajudar a definir a linha da história contada pelas imagens. No set de filmagem, dificilmente o diretor tem a preocupação com os sons que podem vazar. As locações são construídas com pouca – ou nenhuma – consiência das implicações para o som. E é aí que entra o trabalho do engenheiro de áudio. Capaz de estudar todas as possibilidades de som para o filme, captar outros sons e sincronizar de forma harmônica com as imagens.
O som construído em cima da cena em que o Capitão Nascimento está no seu carro S10, não é o mesmo captado pelos microfones do set de filmagem. O som veio com falhas e “sujo” demais para poder ser usado. Por isso, Eduardo Virmond pegou carona com a S10 do seu irmão para gravar o som do automóvel e colocar na cena de Tropa de Elite. O mesmo aconteceu com Cidade de Deus: em algumas cenas, o som original não podia ser usado, por isso Eduardo foi até bairros carentes de Curitiba e captou sons de carros, cachorros, crianças brincando na rua e sincronizou com as imagens do filme. Pouca gente sabe que os sons de favela de Cidade de Deus são na verdade sons de bairros de Curitiba.
O engenheiro de áudio trabalha basicamente com quatro variáveis:
Diálogo – quando não é bem feito – ou quando o som está “sujo” demais com outros sons, às vezes é preciso fazer o ator dublar em estúdio a cena.
BG – são os chamados “bafos”. Sons existentes naturalmente em qualquer ambiente.
Efeitos de BG – são os efeitos criados em cima dos BGs já existentes. Como tiros.
Foley – chamado também de “ruídos de sala”. É a técnica que faz com que o som já capturado no set seja reforçado, tornando o ambiente sonoro mais vivo, dando também mais espacialidade, através de passos, sons de objetos caindo, sons de movimentação dos atores. Quem inventou essa técnica foi Jack Foley, editor de som da Universal Studios no início da década de 50.
O desenho de som ajuda a definir situações: cena de tensão; música de tensão, passos e som de respiração. Eduardo Virmond acredita que manipular o som a favor do filme ajuda a construir a história a ser contada. E lembra: "Todos os elementos, tanto visuais como auditivos devem trabalhar juntos. O som só é bem feito quando não se consegue percebê-lo".
O cinema evoluiu, o som no cinema também. Hoje existem engenheiros de áudio especialistas em criar e recriar sons em filmes. Conversamos com Alessandro Laroca e Eduardo Virmond Lima, dois curitibanos engenheiros de áudio responsáveis pelo som de mais de dez filmes brasileiros, como Tropa de Elite e Cidade de Deus.
O som deve ajudar a definir a linha da história contada pelas imagens. No set de filmagem, dificilmente o diretor tem a preocupação com os sons que podem vazar. As locações são construídas com pouca – ou nenhuma – consiência das implicações para o som. E é aí que entra o trabalho do engenheiro de áudio. Capaz de estudar todas as possibilidades de som para o filme, captar outros sons e sincronizar de forma harmônica com as imagens.
O som construído em cima da cena em que o Capitão Nascimento está no seu carro S10, não é o mesmo captado pelos microfones do set de filmagem. O som veio com falhas e “sujo” demais para poder ser usado. Por isso, Eduardo Virmond pegou carona com a S10 do seu irmão para gravar o som do automóvel e colocar na cena de Tropa de Elite. O mesmo aconteceu com Cidade de Deus: em algumas cenas, o som original não podia ser usado, por isso Eduardo foi até bairros carentes de Curitiba e captou sons de carros, cachorros, crianças brincando na rua e sincronizou com as imagens do filme. Pouca gente sabe que os sons de favela de Cidade de Deus são na verdade sons de bairros de Curitiba.
O engenheiro de áudio trabalha basicamente com quatro variáveis:
Diálogo – quando não é bem feito – ou quando o som está “sujo” demais com outros sons, às vezes é preciso fazer o ator dublar em estúdio a cena.
BG – são os chamados “bafos”. Sons existentes naturalmente em qualquer ambiente.
Efeitos de BG – são os efeitos criados em cima dos BGs já existentes. Como tiros.
Foley – chamado também de “ruídos de sala”. É a técnica que faz com que o som já capturado no set seja reforçado, tornando o ambiente sonoro mais vivo, dando também mais espacialidade, através de passos, sons de objetos caindo, sons de movimentação dos atores. Quem inventou essa técnica foi Jack Foley, editor de som da Universal Studios no início da década de 50.
O desenho de som ajuda a definir situações: cena de tensão; música de tensão, passos e som de respiração. Eduardo Virmond acredita que manipular o som a favor do filme ajuda a construir a história a ser contada. E lembra: "Todos os elementos, tanto visuais como auditivos devem trabalhar juntos. O som só é bem feito quando não se consegue percebê-lo".

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