sábado, 12 de abril de 2008

Não vimos o sol desta vez

No sexto dia de gravação, o clima e o horário não condiziam com o nome do filme, que é "Eu vi o sol". Fazia frio e garoava. A madrugada escura prejudicou um pouco as imagens, e a chuva, logo cedo, impossibilitou a gravação no Cemitério São Francisco de Paula. Fazer o que...

Mas a experiência foi válida e nos trouxe aprendizado. Percebi o quão minucioso deve ser o planejamento do processo produtivo de um filme, ainda mais quando não se tem o apoio de um cinegrafista e quando todo tipo de imprevisto ocorre.

Tudo exige uma solução imediata, e essa certa pressão que nós mesmos nos impomos pode ser tanto motivo de desmotivação quanto de um ânimo novo, de uma vontade ainda maior de conseguir. Ainda bem que nos encaixamos no segundo caso.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

5º Dia de Filmagem (10/04)

Noite, Casa da avó do Eduardo, Luciano pilotando a câmera mais uma vez.

Talita orienta: "Vamos começar pela cena da mãe do Alfredo deitada na cama, sem esperança"

Penumbra, 40°C dentro de casa, e a tia do Eduardo aceita ser a nossa figurante, mãe do Alfredo. Tadinha, ela teve que deitar na cama com o cobertor até as orelhas para filmarmos a primeira cena!


Avô do Alfredo, vestido com o pijama do pai da Talita, se prepara para fazer a cena em que ele vai conferir se a sua filha (mãe do Alfredo) já se levantou.




Agora está na hora do avô fazer o café. Luciano arruma a luz, o áudio e a câmera. Talita diz "ok" para o enquadramento! O Sr. Luiz incorpora um velho chato e sisudo que só reclama da vida. O velhinho português nos surpreende! Sua interpretação é impressionante!



Depois da gravação o avô e o neto aproveitam para trocar figurinhas! Sr. Luiz mostra que é um português sorridente e muito simpático, bem diferente do velhinho manco que fez o café.



Saldo do dia: produtivo.

Bastidores

Eu e a Talita estávamos no Terminal do Portão, às 18h30, esperando o Gustavo, quando presenciamos dois assaltos (um deles com uma arma). Nós ficamos muito assustadas! Celina, no sentido literal, não mais "daremos a nossa vida" pelo filme. Faremos o possível para fazer um curta de boa qualidade, mas Terminal do Portão, NUNCA MAIS!

4º Dia de Filmagem (09/04)

Noite, Empório São Francisco, Luciano pilotando a câmera. Figurantes e atores preparados para mais uma filmagem...



Tudo certo até que a nossa luz derreteu o filtro de linha do Empório! Corre de lá, corre daqui e o técnico de som do bar se propôs a nos dar uma força. Começamos bem... com prejuízo! Menos R$40 no orçamento do curta. Ainda bem que terminamos as cenas a tempo de não demolir o Empório com as nossas peripécias.

Luz! ok! Câmera! ok! Som! ok! Ator? A nossa diretora Talita foi orientar o pai de Alfredo! Na verdade, ele nem precisava de orientação!!! Logo na primeira cena percebemos que o Daniel nasceu ator! Ele deu vida ao roteiro! Valeu, Daniel!


Depois de todos os enquadramentos fechados no pai do Alfredo, chegou a hora da interação entre de pai e filho.. Cerveja no copo e orientações ao Gustavo, nosso querido protagonista Alfredo!

Felipe: "Gustavo, fala GÊNESIS"!
Gustavo: Gênesis!
Felipe: Não, GÊNESIS!
Gustavo: "GÊNESIS"!
Felipe: Muito bom!


Talita acertou os últimos detalhes e... "Gravandooooo"!

Duda fazendo graça: "Eu posso falar com o ator?"
Talita explica: "Não Duda, você é figurante!
Duda tomando cerveja: "Aaaaaaaah! Hauahauahaua!"



Felipe se encarregou do making off ao Blue Night (nossa gelatina azul tutti frutti).



Bastidores

Na saída do Empório, o Eduardo ofereceu uma carona pra mim e pra Thaís já que nós moramos pro mesmo lado da cidade. A Duda saiu do bar junto com a gente, nos despedimos e cada um foi pro seu carro. A Thaís viu que tinha um cuidador de carro muito mal encarado perto do carro da Duda. Então, ela pediu pro Edu esperar a Duda entrar no carro pra ver se o tal cuidador não ia assaltar. Paramos o carro na quadra da frente e a Thaís ficou olhando pelo retrovisor para ver se a Duda estava bem. De repente...

Thaís pula do carro e grita: "Heeeeeeeeeeeeeeei..."!
Eduardo puxa o freio de mão, sai do carro e grita: "Oooooooouuhh"!
Ju com o celular na mão: "190! 190!"

30 segundos depois...

Thaís: "O cuidador-assaltante era só um amigo da Duda".

HAUAHAUAHAUAHAU!

Saldo do dia: produtivo

terça-feira, 8 de abril de 2008

Coisas, coisas, coisas

Dando as caras no blog aqui – pra mostrar serviço. Na verdade, quando eu entrei no curso já soube que ia rolar um curta no sexto período. Dez, isso é dez. Fiquei esperando por esse momento. Então, na cara do gol, deu uma preguiça.

É dose. Tinha umas idéias na cabeça e escolhemos a pior para mostrar pra professora. Mas a Celina meio que torceu a cara e a gente retrocedeu. Resolvemos fazer direitinho, levamos outro roteiro. JÓIA. No fim das contas, foi.

É muito engraçado ver aquilo ali do papel sendo falado. A coisa ganha outra cara, cada um imagina de um jeito. A gente vai se empolgando.

Eu quero ver no que vai dar. Nessas alturas, eu chamaria o filme de “O Monstrengo”.

3º Dia de Filmagem (08/04)

Dia, 8 de abril, casa da avó do Eduardo, simulação de noite. Sidney já está pronto para começar a filmar.


Gravamos a cena de abertura. Brinquedos espalhados pela escada e os créditos subindo.



O Marcelinho registrou o Sidney pisando nos nossos brinquedos!




Cena do sofá. Alfredo escuta a voz do avô.



Simulação da noite. Sentimos falta da gelatina de tutti-frutti azul - Blue Night.



Pausa para o lanchinho gentilmente cedido pela tia do Eduardo, mãe do Alfredo. Os chocolates e a coca-cola estavam uma delícia!



Saldo do dia: produtivo

* A próxima filmagem será amanhã (9) no Empório São Francisco das 18h30 às 22h. Precisamos de figurantes, portanto quero ver toda equipe lá.